sábado, abril 12, 2008
sexta-feira, abril 11, 2008
Objectos (III)
São as coisas que nos mantêm vivos que nos enchem de perplexidade. Ou de dor.Ou de espanto. São as coisas de todos os dias que são quase insuportáveis. A dor, como uma coisa viva, é como eu a caminhar e a ser, irreprimivelmente ser, há escadas para subir e espaços e contas, o toque e a textura das coisas nas palmas das minhas mãos. As coisas vivas que nos vivem e que nos ferem
Posted by
Passionária
at
sexta-feira, abril 11, 2008
0
comments
quinta-feira, abril 10, 2008
Objectos (II)
Posted by
Passionária
at
quinta-feira, abril 10, 2008
0
comments
domingo, abril 06, 2008
Objectos(I)
Posted by
Passionária
at
domingo, abril 06, 2008
1 comments
quinta-feira, agosto 16, 2007
Radiografia
Posted by
Passionária
at
quinta-feira, agosto 16, 2007
4
comments
segunda-feira, agosto 06, 2007
Arqueologia
Posted by
Passionária
at
segunda-feira, agosto 06, 2007
0
comments
quarta-feira, julho 25, 2007
Ninguem será salvo. A casa continua a crescer e a expandir-se como um tumor, uma coisa má nas suas salas vazias e nas suas paredes altas, a pulsar como uma coisa viva nos corredores intermináveis de portas barradas. Ninguém foi salvo. A menina pequena corre pelas salas que não reconhece, corre pelas salas da casa monstruosa e devia conhecê-las. Está perdida. As palavras viciosas infestam as paredes, corroem os móveis e tudo se esfarela. Se as prendem por uma asa negra ou por pela cauda longa e maleável, agitam-se assustadas e suicidam-se, ferrando-se a si mesmas como os escorpiões cercados pelo fogo. É preciso deitar abaixo a casa que se expande, é preciso um tudo novo. A menina pequenina cresce pelos cantos, como a casa, sem nunca chorar nas salas desertas, pisa as palavras pelas asas escuras. Algo de grave acontecerá, ou a casa ruirá com estrépito, com as palavras a chiar esmagadas pelo peso de tudo que cai e ninguém será salvo.
Posted by
Passionária
at
quarta-feira, julho 25, 2007
0
comments





