quinta-feira, abril 10, 2008
domingo, abril 06, 2008
Objectos(I)
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quinta-feira, agosto 16, 2007
Radiografia
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segunda-feira, agosto 06, 2007
Arqueologia
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quarta-feira, julho 25, 2007
Ninguem será salvo. A casa continua a crescer e a expandir-se como um tumor, uma coisa má nas suas salas vazias e nas suas paredes altas, a pulsar como uma coisa viva nos corredores intermináveis de portas barradas. Ninguém foi salvo. A menina pequena corre pelas salas que não reconhece, corre pelas salas da casa monstruosa e devia conhecê-las. Está perdida. As palavras viciosas infestam as paredes, corroem os móveis e tudo se esfarela. Se as prendem por uma asa negra ou por pela cauda longa e maleável, agitam-se assustadas e suicidam-se, ferrando-se a si mesmas como os escorpiões cercados pelo fogo. É preciso deitar abaixo a casa que se expande, é preciso um tudo novo. A menina pequenina cresce pelos cantos, como a casa, sem nunca chorar nas salas desertas, pisa as palavras pelas asas escuras. Algo de grave acontecerá, ou a casa ruirá com estrépito, com as palavras a chiar esmagadas pelo peso de tudo que cai e ninguém será salvo.
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sexta-feira, julho 20, 2007
Chungking express
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sexta-feira, julho 06, 2007
Tântalo
Tento chegar ao fruto desejado, áquele pomo dourado de todas as promessas de felicidade perfeita e completa e lá não chego, nunca chego. Toda a vida defenida assim, a preto e sombra de todos os sítios onde não chego e tudo o que não tenho, a amargura de todos os quases que nunca são nada senão isto que parecem: sombras.
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